O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 1.103 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral nos quatro primeiros dias de funcionamento do Pardal. A plataforma permite que eleitores encaminhem à Justiça Eleitoral informações sobre eventuais infrações.São Paulo lidera o número de registros, com 193 denúncias, seguido por Pernambuco (106), Paraná (101), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89). Entre os tipos de irregularidade, o impulsionamento em redes sociais aparece em primeiro lugar, com 339 queixas, ou 30,73% do total.Na sequência estão denúncias relacionadas à internet, com 289 registros (26,2%), e a bens públicos, com 105 (9,52%). Também aparecem ocorrências envolvendo bens particulares, propaganda eleitoral antecipada, banners, cartazes ou faixas e boca de urna.Entre os cargos citados, candidatos a deputado estadual concentram 424 denúncias, seguidos por deputados federais (325). Também há registros envolvendo partidos, coligações e federações (150), governadores (79), deputados distritais (56), senadores (45), presidentes (22) e vice-governadores (2).Do total, 596 denúncias (54%) estão em andamento, enquanto 383 (35%) foram baixadas e 124 (11%) já foram peticionadas pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe). O Pardal é regulamentado para as eleições deste ano pela Portaria TSE nº 451/2026.Casos de desinformação capazes de afetar a integridade do processo eleitoral são direcionados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Já denúncias de crimes eleitorais e outras infrações devem ser encaminhadas pelos canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE).






