O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negou o pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, preso desde o dia 3 de junho durante uma operação que investiga a atuação de uma organização criminosa.A decisão foi proferida pelo desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, que entendeu não haver, neste momento, indícios de ilegalidade na prisão preventiva que justificassem sua revogação. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Câmara Criminal do TJ.PTK é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de uma suposta ligação com a facção Comando Vermelho. Durante a operação, coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive.Segundo a investigação, um áudio obtido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) menciona uma conversa envolvendo um dos líderes do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como Nem Catenga, fazendo referência a apoio político a PTK. A polícia apura a suspeita de que a facção buscava ampliar sua influência por meio de candidaturas ligadas ao grupo.No habeas corpus, a defesa alegou falta de provas consistentes, ausência de perícia para identificar vozes no áudio, irregularidades na cadeia de custódia das provas digitais, excesso no tempo de investigação e pediu a substituição da prisão por medidas cautelares. Ao rejeitar o pedido liminar, o relator afirmou que a prisão preventiva exige apenas indícios suficientes de autoria e materialidade, ressaltando que as demais alegações deverão ser analisadas durante o julgamento do mérito.Com a decisão, Patrick de Almeida Silva permanece preso enquanto o processo segue para manifestação da autoridade responsável pela investigação e posterior parecer da Procuradoria de Justiça antes da análise definitiva do habeas corpus.






