A Procuradoria-Geral da República estabeleceu como condição principal para fechar um acordo de delação com o banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento imediato do valor negociado em troca de uma possível redução de pena. A quantia pode chegar a R$ 60 bilhões, valor que seria o maior já discutido em um acordo desse tipo no país. A medida busca evitar renegociações futuras, como ocorreu no acordo firmado pela holding J&F, dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista.Enquanto a Polícia Federal rejeitou a proposta de colaboração apresentada por Vorcaro, a PGR ainda não divulgou uma posição oficial sobre o caso. Nesta sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal, autorizou que o empresário retornasse para uma cela especial após ele ter sido transferido para uma cela comum horas antes.Preso desde maio por suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro, Vorcaro tenta negociar uma delação premiada para reduzir uma possível condenação. A defesa também busca alternativas à prisão preventiva, como prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica. O banqueiro já trocou de advogado duas vezes desde a prisão: José Luis Oliveira Lima deixou o caso após fracassar nas negociações da delação, enquanto o criminalista Pierpaolo Bottini se afastou por possível conflito de interesses envolvendo clientes que poderiam ser citados no acordo.





