O ex-bispo de Catanduva, Valdir Mamede, passou à condição de réu por importunação sexual após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo tramita em segredo de Justiça. Segundo a acusação, os supostos crimes ocorreram entre 2019 e 2023 contra um padre subordinado ao então bispo.De acordo com o Ministério Público, Mamede teria utilizado sua posição de liderança na Diocese de Catanduva para constranger a vítima e praticar atos de cunho sexual sem consentimento. As investigações apontam que os episódios aconteceram na Residência Episcopal de Catanduva e também na Paróquia de São Sebastião, em Ibirá. O boletim de ocorrência foi registrado pelo padre em março de 2024.A denúncia relata que o ex-bispo fazia ameaças relacionadas a possíveis punições canônicas para intimidar a vítima. Entre os episódios descritos estão pedidos para que o padre realizasse sua depilação corporal e um suposto beijo forçado durante um momento em que os dois assistiam a um filme na residência episcopal.






