O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, determinou nesta sexta-feira (17) o retorno à prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada pela morte do filho, Henry Borel, em 2021. A decisão reverte a soltura concedida pela Justiça do Rio de Janeiro no fim de março.Na decisão, o ministro apontou que a liberação da ré contrariou entendimento anterior da Corte e representou risco à ordem pública e ao andamento do processo. Segundo ele, a proximidade da oitiva de testemunhas sensíveis aumenta a necessidade da medida. “A gravidade concreta do delito e o histórico de coação de testemunhas justificam a manutenção da prisão”, destacou.Monique havia sido solta após o adiamento do julgamento, provocado pela saída da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho durante sessão do Tribunal do Júri. Sem os advogados, o julgamento foi interrompido e remarcado para maio.Para Gilmar Mendes, o argumento de excesso de prazo não se sustenta, já que o adiamento decorreu de uma manobra da defesa de Jairinho. O ministro afirmou ainda que a soltura “esvaziou” decisão anterior do Supremo e violou a hierarquia judicial.O caso teve apoio da Procuradoria-Geral da República, que também defendeu o restabelecimento da prisão. Henry Borel morreu em março de 2021, no Rio de Janeiro. A investigação concluiu que ele foi vítima de agressões recorrentes, tese sustentada pelo Ministério Público.






