Em meio ao avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional, o Agora Alagoas foi às ruas de Maceió nesta quarta-feira (20) para ouvir a opinião dos trabalhadores sobre a possível mudança na jornada de trabalho. A reportagem, conduzida por Arthur Vieira, conversou com maceioenses sobre a redução da carga horária, a adoção do modelo 5×2 e os impactos da proposta na rotina de quem vive a realidade do mercado de trabalho.O debate ganhou força após o adiamento da apresentação do relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do tema. O relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), anunciou mais tempo para ajustes no texto, principalmente em torno da regra de transição, considerada o principal impasse nas negociações.Apesar do adiamento, existe consenso entre parlamentares sobre pontos centrais da proposta: redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2 e manutenção dos salários. A divergência está no prazo para adaptação das empresas e trabalhadores.Uma das alternativas discutidas prevê redução gradual da carga horária, com corte de uma a duas horas por ano, criando um período de transição entre dois e quatro anos. O modelo tem apoio de parlamentares de centro e parte da oposição, enquanto o governo federal defende uma implementação mais rápida.O tema também mobiliza o setor produtivo, que pressiona por mudanças graduais para minimizar impactos econômicos e preservar empregos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou publicamente que a mudança não será feita “na marra”, em tentativa de equilibrar demandas do empresariado e dos trabalhadores.Enquanto Brasília discute os detalhes técnicos e políticos da proposta, nas ruas de Maceió o debate já chegou ao cotidiano de quem enfrenta longas jornadas, pouco tempo de descanso e a expectativa por mudanças nas condições de trabalho. A pergunta agora é: o trabalhador alagoano apoia o fim da escala 6×1? O Agora Alagoas foi ouvir essa resposta diretamente com a população.






