A investigação da Operação Delivery aponta que Diogo José Andrade Romão, preso em flagrante em novembro de 2025 com R$ 270 mil em espécie, possuía mais de R$ 30 milhões em contratos vigentes com a Prefeitura de Murici, cidade governada pela família Calheiros há mais de três décadas. Os contratos eram destinados, principalmente, à construção e reforma de escolas e quadras esportivas.Desde 1992, o município é administrado por integrantes do mesmo grupo político em um revezamento familiar. Ao longo desse período, Murici foi governada por Olavo Calheiros Novais, Remi Calheiros, Renan Filho, Olavo Neto e, atualmente, por Remi Filho.Segundo a Polícia Federal, os indícios reunidos ao longo da investigação apontam para um possível esquema de corrupção envolvendo contratos públicos, pagamento de vantagens indevidas e favorecimento em licitações. A nova fase da operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou o bloqueio de bens e o afastamento de servidores investigados.Até o momento, a Polícia Federal não atribuiu responsabilidade criminal aos integrantes da família Calheiros no âmbito da Operação Delivery.






