Política
Ministro afirmou ainda que parte da mídia “flertou com o abismo”
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas à atuação de setores da imprensa durante a Operação Lava Jato. Em declaração nesta quarta-feira (15), ele afirmou que parte da mídia “flertou com o abismo” ao apoiar iniciativas que classificou como autoritárias e ao adotar uma postura de intolerância contra vozes divergentes.Segundo o ministro, havia um ambiente de pressão no período da operação, no qual decisões contrárias à força-tarefa eram frequentemente interpretadas como posicionamentos contra o combate à corrupção. Para Gilmar, esse cenário contribuiu para restringir o debate e reforçar narrativas únicas no espaço público.Durante a fala, o magistrado citou diretamente a Rede Globo, afirmando que jornalistas teriam atuado como “ghostwriters” de figuras centrais da operação, como Sergio Moro e Deltan Dallagnol. A declaração elevou o tom das críticas e reacendeu o debate sobre a relação entre imprensa e sistema de Justiça no período.Apesar das críticas, Gilmar Mendes apontou uma contradição ao destacar que a liberdade de imprensa foi preservada graças à atuação do STF. Segundo ele, a Corte funcionou como garantidora institucional, inclusive em momentos em que surgiram ameaças à concessão de veículos de comunicação em governos anteriores.






