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Ministério Público processa influenciador por conteúdo considerado discriminatório contra pobres

Direitos Humanos

Segundo promotoria, influenciador ultrapassou limites da liberdade de expressão

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador e treinador financeiro Leonardo Marcondes, acusado de publicar conteúdos considerados discriminatórios contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Segundo a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, o influenciador ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao defender que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto.Na ação, o MP pede que a Justiça determine a retirada do perfil de Marcondes, que reúne mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, além do pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social. O órgão também solicita que o influenciador seja proibido de divulgar novos conteúdos considerados discriminatórios contra pessoas pobres.Entre os vídeos citados no processo, Leonardo Marcondes afirma que pessoas de baixa renda não deveriam participar das eleições por, segundo ele, não tomarem boas decisões para a própria vida. Para o Ministério Público, as declarações configuram discurso de ódio e não representam um caso isolado. A defesa do influenciador informou que ainda não teve acesso aos autos da ação.O direito ao voto é garantido pelo artigo 14 da Constituição Federal, que estabelece o sufrágio universal e determina que o voto tenha valor igual para todos os cidadãos, observadas as regras previstas em lei.

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