O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu uma ampla reformulação ministerial com a saída de integrantes que irão disputar as eleições deste ano. Ao todo, 17 ministros foram exonerados, número que representa quase metade das pastas da Esplanada, em um dos maiores movimentos de troca desde o início da gestão.
As mudanças foram oficializadas nos últimos dias por meio do Diário Oficial da União (DOU), com exceção da saída do ex-ministro Fernando Haddad, que já havia deixado o cargo em março. No total, foram 18 alterações, incluindo o remanejamento de André de Paula, que deixou a Pesca e Aquicultura para assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária no lugar de Carlos Fávaro.
Na última terça-feira (31), Lula reuniu ministros que deixam o governo e seus substitutos, além de auxiliares que permanecem nos cargos. Durante o encontro, o presidente pediu continuidade nas ações e reforçou que este não é o momento de criar novos programas, mas de concluir entregas e manter a máquina pública funcionando.
Apesar da ampla reformulação, algumas pastas seguem sem definição oficial, como a de Relações Institucionais, após a saída de Gleisi Hoffmann; a de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ocupada por Geraldo Alckmin; e a de Empreendedorismo, anteriormente comandada por Márcio França.
Por outro lado, ministros cotados para deixar o governo, como Wolney Queiroz e Waldez Góes, decidiram adiar os planos eleitorais e permanecer nos cargos, evitando mudanças ainda maiores na estrutura ministerial.






