O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus de Perus, em São Paulo, declarou durante culto que pessoas envolvidas no desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “vão ter câncer na garganta”. A fala ocorreu após a apresentação, no domingo, de uma ala com o tema “neoconservadores em conserva”, que retratava famílias religiosas dentro de latas, o que provocou forte reação entre evangélicos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais da igreja, o pastor afirmou que não responderia às provocações, mas que iria “orar”, sugerindo que os responsáveis enfrentariam consequências. A encenação foi interpretada por lideranças religiosas e políticos de direita como um ataque à fé cristã.
Entre os que criticaram o desfile está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que afirmou que a apresentação expôs a fé ao escárnio e cobrou posicionamento da Frente Parlamentar Evangélica. O presidente da bancada, deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), classificou a fantasia como “inadmissível”. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou, sugerindo que o episódio seja lembrado nas eleições.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticaram o que chamaram de ataque à fé cristã, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) questionou o uso de recursos públicos na apresentação.
Procurada, a escola não comentou diretamente as críticas. Após o desfile, a agremiação divulgou nota afirmando ter sido alvo de perseguição política durante o processo carnavalesco e disse ter enfrentado ataques de setores conservadores.
Pastor afirma que integrantes de escola que homenageou Lula “terão câncer na garganta” e gera reação






