O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concessão de prisão domiciliar humanitária. Com a decisão, Bolsonaro seguirá custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após receber alta hospitalar.
A solicitação foi apresentada pela defesa nesta quarta-feira (31), antes da previsão de saída do ex-presidente do hospital, onde está internado desde o dia 24 de dezembro. Os advogados alegaram que o estado de saúde de Bolsonaro poderia ser agravado com o cumprimento do regime fechado, especialmente em razão do pós-operatório recente.
No pedido, a defesa também citou precedentes, como a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor, e argumentou que a recuperação cirúrgica exige condições específicas de cuidado e acompanhamento médico contínuo.
Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes entendeu que não estão presentes os requisitos legais para a substituição da prisão por regime domiciliar. Com isso, Bolsonaro deverá retornar à custódia da Polícia Federal assim que receber alta médica, permanecendo à disposição da Justiça.






