O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, apresentou nessa segunda-feira (9) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia questiona declarações feitas pelo petista durante um encontro partidário em Salvador, no domingo (8), quando afirmou que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”.
Na peça encaminhada à PGR, Sóstenes aponta suposto abuso de poder político e sustenta que Lula teria usado a autoridade do cargo com finalidade eleitoral, mirando as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, a fala buscaria “instrumentalizar o aparato estatal” e intimidar eleitores evangélicos a votarem na esquerda, comprometendo a igualdade na disputa política.
A representação solicita a abertura de procedimento investigativo, a intimação do presidente para prestar esclarecimentos e a aplicação das responsabilizações cabíveis. O documento se baseia na legislação eleitoral que proíbe o uso da estrutura administrativa do Estado para fins de campanha antecipada.
As declarações de Lula ocorreram durante um ato do PT na capital baiana, voltado à mobilização partidária para o próximo ciclo eleitoral. A fala repercutiu entre lideranças religiosas e parlamentares ligados a igrejas evangélicas. Ao divulgar a denúncia, Sóstenes afirmou que o comentário revela uma “lógica autoritária” e classificou o eleitorado evangélico como alvo de tentativa de uso político de programas sociais. A PGR ainda não se manifestou sobre o caso.






