Defesa alerta para risco de morte súbita e pede prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nessa sexta-feira (16), uma nova petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual afirma que a permanência do ex-chefe do Executivo em regime prisional representa risco concreto à sua saúde, inclusive com possibilidade de morte súbita. O argumento é usado para reforçar o pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária.
No documento, os advogados indicam um médico assistente para acompanhar a perícia médica determinada por Moraes, além de encaminharem uma lista de quesitos à junta médica oficial. O objetivo é avaliar se o estado de saúde de Bolsonaro é compatível com o cumprimento da pena em uma unidade prisional comum ou se exige um regime diferenciado.
A defesa destaca que Bolsonaro sofre de apneia do sono em grau severo, com mais de 50 interrupções respiratórias por hora, além de fazer uso contínuo de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, os quais podem causar sonolência, confusão mental e desequilíbrio. Em um dos quesitos, os advogados questionam se a prisão domiciliar, com estrutura médica adequada, não seria a alternativa mais indicada para preservar a vida e a integridade física do ex-presidente.
Na quinta-feira (15), Alexandre de Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para a Sala de Estado Maior do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como Papudinha. Apesar de rejeitar críticas feitas por familiares e apoiadores sobre o tratamento dado ao ex-presidente na Polícia Federal, o ministro afirmou que a nova unidade oferece condições ainda mais favoráveis, como ampliação do tempo de visitas, liberdade para banho de sol e exercícios físicos, além da instalação de equipamentos de fisioterapia, conforme recomendação médica.
Defesa alerta para risco de morte súbita e pede prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro






