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Candidato à presidência, Caiado defendeu jornada de 10 horas e usou profecia de Chico Xavier na eleição de 1989

Na eleição presidencial de 1989, Ronaldo Caiado se apresentou como representante da direita e direcionou críticas a adversários do mesmo campo, como Fernando Collor, a quem chamava de “almofadinha”.Durante a campanha, Caiado defendeu propostas econômicas de viés liberal, como abertura comercial, privatizações, redução de impostos e flexibilização das leis trabalhistas. Em entrevista à época, chegou a afirmar que, diante de uma crise, a sociedade poderia adotar jornadas de até dez horas diárias.Ligado ao setor ruralista e então presidente da União Democrática Ruralista, o candidato também defendia a exploração econômica da Amazônia e criticava a atuação de organizações estrangeiras em pautas ambientais. Sua campanha ocorreu em meio à repercussão do assassinato do seringueiro Chico Mendes, caso que levou Caiado a rebater acusações envolvendo a entidade.O tom da campanha também teve momentos considerados inusitados. Em uma propaganda eleitoral, foi exibida uma suposta profecia atribuída ao médium Chico Xavier, que mencionava “um homem montado em um cavalo branco” como figura de destaque no país, imagem explorada pelo candidato.Apesar da visibilidade, Caiado terminou a disputa em décimo lugar, com 0,68% dos votos.

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