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Renan Santos ironiza Alexandre de Moraes e diz que ministro virou “cabo eleitoral” de Flávio Bolsonaro

O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan afirmou que a medida acaba fortalecendo politicamente o senador e ironizou o magistrado ao chamá-lo de “cabo eleitoral” e “marqueteiro” de Flávio.A decisão de Moraes foi tomada após Flávio divulgar uma carta assinada por Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, na qual o ex-presidente manifesta apoio ao filho em uma eventual candidatura à Presidência da República. Para o ministro, o senador utilizou o direito de visita para obter o documento com a finalidade exclusiva de divulgá-lo nas redes sociais.Ao comentar o caso, Renan classificou a decisão como autoritária e afirmou que ela contribui para reforçar o discurso de perseguição adotado por aliados de Bolsonaro.“O Alexandre de Moraes, na bizarrice dele, virou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro. A carta é tosca, o Flávio precisa pedir permissão ao pai para ser candidato. Mas o pior é ele proibir isso e ficar vitimizando os caras com esse autoritarismo”, declarou.O dirigente do MBL também comparou a situação com a campanha presidencial de 2018, quando o então candidato Fernando Haddad (PT) divulgou cartas escritas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preso na época.Segundo Renan, esse tipo de decisão alimenta a percepção de tratamento desigual entre grupos políticos. “As pessoas enxergam dois pesos e duas medidas, e isso acaba sendo positivo para o Flávio”, afirmou.Em outro trecho do vídeo, o pré-candidato voltou a ironizar Moraes ao dizer que o ministro atua, na prática, como estrategista político do senador.“Às vezes eu acho que o Alexandre de Moraes é o marqueteiro do Flávio, porque tudo o que ele quer é um Bolsonaro para brigar. Assim, talvez as pessoas esqueçam do envolvimento dele no escândalo do Banco Master”, disse Renan Santos.Na decisão, Alexandre de Moraes determinou ainda que a defesa de Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 48 horas, esclarecimentos sobre a divulgação da carta política. Segundo o ministro, houve desvio da finalidade da autorização de visitas concedida ao ex-presidente.

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