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Polícia investiga quem entregou arma de Bolsonaro a militar do Exército

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestará depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal para esclarecer como uma arma registrada em seu nome foi encontrada no carro de um sargento do Exército durante uma blitz.A oitiva será realizada presencialmente na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília. Uma equipe da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), responsável pela investigação, irá até o local para colher as informações.Os investigadores querem esclarecer quem entregou o armamento ao militar, quando ocorreu a transferência e por qual motivo a arma estava em outro veículo, sem documentação, e distante da residência do ex-presidente. O inquérito ainda não tem prazo para ser concluído, já que a apuração pode ter novos desdobramentos.O caso tramita inicialmente na Justiça do Distrito Federal, sem envio automático ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, há expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes possa solicitar informações, o que ainda não ocorreu.O depoimento acontece um dia antes do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária temporária concedida por Moraes a Bolsonaro. A investigação sobre a arma pode ser considerada na análise sobre a manutenção ou alteração da medida.A apreensão ocorreu na madrugada de 15 de junho, durante uma abordagem da Polícia Militar na rodovia DF-001, em Taguatinga. Um sargento do Exército que conduzia um veículo oficial foi levado à delegacia após ser encontrado transportando uma arma sem documentação.Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro confirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Segundo os advogados, integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor do armamento, peça necessária para o disparo, sem conhecimento prévio de Bolsonaro, como medida preventiva.A defesa afirmou ainda que Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola e entregou o equipamento ao segundo-sargento Estácio Leite da Silva Filho para verificar o problema e realizar a manutenção. Segundo os advogados, a entrega teria ocorrido apenas para identificação do defeito e reparo da arma.

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