O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal pedidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passem a integrar as investigações que já têm como alvo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A solicitação amplia o alcance do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura supostos crimes de coação e obstrução à Justiça.O pedido de Lindbergh se concentra em suspeitas envolvendo recursos que teriam sido obtidos junto ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e seu possível destino para uma estrutura de apoio político ligada à família Bolsonaro no exterior. O debate ganhou força após Flávio Bolsonaro confirmar que tratou com Vorcaro sobre o patrocínio do filme Dark Horse, produção baseada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Em nota, o senador negou qualquer irregularidade e afirmou não ter oferecido vantagens, intermediado negócios ou recebido recursos.A investigação, no entanto, aponta divergências sobre o tema. O deputado Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo do longa, declarou que Vorcaro não chegou a investir na produção. Diante da versão contraditória, Lindbergh defende que as autoridades aprofundem a apuração sobre o caminho do dinheiro, incluindo possíveis intermediários e eventual uso dos valores em ações internacionais relacionadas a Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.Além da inclusão dos novos nomes no inquérito, o parlamentar pediu compartilhamento de provas entre investigações, preservação de mensagens, contratos e metadados, além da análise de possíveis crimes como lavagem de dinheiro e financiamento político irregular. Lindbergh também solicita medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro, entre elas bloqueio de bens, apreensão de passaporte e restrição para deixar o país. Caberá agora a Alexandre de Moraes decidir se os pedidos serão acolhidos e se os dois passarão a ser formalmente investigados no caso.






