Durante o julgamento de Albino Santos de Lima, apontado como um dos maiores serial killers da história recente de Alagoas, o Ministério Público exibiu imagens de câmeras de segurança e trechos de depoimentos do acusado para sustentar que os crimes foram planejados e executados com plena consciência.Em um dos vídeos apresentados aos jurados, Albino relata como escolhia as vítimas. Segundo ele, os alvos seriam pessoas supostamente ligadas a facções criminosas. O réu afirmou que fazia pesquisas em redes sociais antes das execuções e alegou que acreditava estar “fazendo um bem para a sociedade”.“Eu via as fotos delas e via que elas eram envolvidas com facções. Eu não matava inocentes”, declarou. Em outro trecho, disse: “Eu fazia uma varredura nas redes sociais para identificar quem prestava e quem não prestava.”Ao apresentar as imagens do circuito de segurança, o promotor ressaltou a frieza do acusado e o modo como os crimes eram executados. Segundo a acusação, Albino aguardava o momento de vulnerabilidade das vítimas, se aproximava calmamente, efetuava os disparos e deixava o local sem demonstrar nervosismo ou arrependimento.“Olhem a frieza, senhores jurados. Ele caminha como quem está indo cumprir uma tarefa comum do dia a dia”, afirmou o representante do Ministério Público durante a sustentação.A acusação argumentou que as gravações desmontam a tese da defesa, que tenta sustentar insanidade mental. Para o Ministério Público, os crimes revelam organização, monitoramento prévio e capacidade de planejamento, elementos que indicariam total consciência dos atos praticados.O promotor também afirmou que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de reação. “Não houve discussão, não houve confronto. Foi uma execução sumária”, declarou aos jurados.






