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STF tenta há mais de um mês intimar Mário Frias sobre verba ligada a filme de Bolsonaro

Política

Caso passou a ser analisado dentro de investigação conduzida pelo ministro Flávio Dino

O Supremo Tribunal Federal tenta há mais de um mês intimar o deputado federal Mário Frias para prestar esclarecimentos sobre o repasse de R$ 2 milhões destinados à ONG Instituto Conhecer Brasil. A entidade é apontada como ligada à produtora do filme “Dark Horse”, longa que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso passou a ser analisado dentro da investigação conduzida pelo ministro Flávio Dino sobre suposto mau uso de verbas parlamentares.A ação foi provocada por pedido da deputada federal Tabata Amaral, que solicitou ao STF a apuração do repasse feito por Frias à organização. Em decisão publicada em 21 de março, Flávio Dino determinou que o parlamentar apresentasse explicações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos no prazo de cinco dias. No entanto, segundo a secretaria do Supremo, três tentativas de intimação no gabinete do deputado fracassaram.Após não conseguir localizar Frias no Congresso, o ministro solicitou à Câmara dos Deputados os endereços do parlamentar em São Paulo e Brasília. Mesmo assim, o deputado não teria sido encontrado nos locais informados. A situação aumentou a repercussão em torno do filme após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para custear a produção cinematográfica.Em nota divulgada na terça-feira (13), Mário Frias afirmou que “Dark Horse” é uma produção financiada exclusivamente com capital privado e negou qualquer uso de dinheiro público no projeto. Ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e produtor do longa, o deputado também declarou que Flávio Bolsonaro participou apenas cedendo os direitos de imagem da família e ajudando a atrair investidores interessados no filme.

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