Política
Declaração foi dada durante análise da lei que estabelece mecanismos para garantir igualdade salarial entre homens e mulheres
Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14), sobre igualdade salarial entre homens e mulheres, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o preconceito de gênero no ambiente de trabalho vai além da diferença de salários e também aparece na sobrecarga de funções atribuídas às mulheres. A declaração foi dada durante a análise da lei que estabelece mecanismos para garantir igualdade remuneratória entre homens e mulheres no mercado de trabalho.Ao relatar uma experiência pessoal, Cármen Lúcia contou que deixou um cargo no qual, posteriormente, foram necessários três procuradores para substituí-la. Segundo a ministra, ela evitava reclamar da carga de trabalho por receio de sofrer julgamentos relacionados ao fato de ser mulher. “Eu não reclamava, porque, se reclamasse, iam dizer: ‘mulher’”, declarou durante a sessão.A ministra afirmou ainda que situações como essa revelam uma desigualdade estrutural frequentemente invisível nas relações profissionais. Mesmo quando homens e mulheres ocupam formalmente os mesmos cargos e recebem salários equivalentes, segundo ela, muitas trabalhadoras acabam acumulando mais responsabilidades e cobranças no dia a dia.As declarações ocorreram no contexto do julgamento em que o STF formou maioria para validar a lei aprovada em 2024 que prevê igualdade salarial entre homens e mulheres. O debate na Corte também tem abordado mecanismos de transparência salarial e medidas para combater a discriminação de gênero no mercado de trabalho.






