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Após arquivamento do caso Orelha, vídeo mostra veterinário apontando sinais de agressão no cão

O pedido de arquivamento do caso da morte do cão Orelha, feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), provocou revolta nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que o médico veterinário Derli Paulino Royer relata ter identificado sinais de possível violência no animal. Mesmo com o depoimento do profissional, o MP afirmou não haver provas suficientes de maus-tratos e sustentou que a morte do cachorro estaria ligada a uma doença óssea grave preexistente.No documento divulgado nesta terça-feira (12), o Ministério Público também apontou falhas na investigação da Polícia Civil, citando uso de câmeras com horários dessincronizados, ausência de exumação inicial do animal e apuração baseada em boatos e publicações de redes sociais. Segundo o órgão, quase dois mil arquivos digitais foram analisados antes da decisão pelo arquivamento.No vídeo, o veterinário Derli Paulino Royer descreveu o estado em que o cão chegou para atendimento. “Ele estava bem machucado e só tinha ferimentos na região da cabeça, principalmente do lado esquerdo. Estava com um inchaço bem grande, quase inconsciente, não conseguia se firmar de pé. A gente colocava ele em pé e ele caía. Também apresentava sangramento nasal e bucal, além do olho parcialmente saltado para fora”, relatou.O veterinário também afirmou ter desconfiado da versão inicial de atropelamento. “A pessoa que resgatou ele achava que tinha sido atropelamento, mas eu disse que aquilo parecia mais maus-tratos, alguém bateu nele. Porque ele só tinha ferimento na cabeça. Geralmente, quando ocorre atropelamento, o animal apresenta ralados nas patas, nas costas ou outros machucados pelo corpo, e ele não tinha”, declarou.A divulgação das falas aumentou os questionamentos sobre a decisão do Ministério Público e reacendeu os pedidos para reabertura do caso.

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