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Famílias denunciam Governo de Alagoas por falta de medicação essencial para crescimento de crianças

Uma denúncia exclusiva feita por famílias de pacientes atendidos pela rede pública denunciam atrasos recorrentes no fornecimento da somatropina, hormônio do crescimento usado no tratamento de crianças e adolescentes, na Farmex, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas. Segundo relatos, o medicamento está em falta há mais de um mês, comprometendo tratamentos contínuos e considerados essenciais.De acordo com a denúncia, a última retirada regular ocorreu em fevereiro. Em abril, uma remessa limitada chegou ao estado, mas não foi suficiente para atender a demanda. “A resposta é sempre a mesma: medicação em falta e sem previsão”, relatou uma mãe, que afirma gastar entre R$1.500 e R$2.100 mensais quando precisa comprar o remédio por conta própria.A somatropina é indicada para pacientes com deficiência do hormônio do crescimento (GH) e exige uso diário. Por se tratar de um medicamento de alto custo, o acesso pelo SUS depende de exames e protocolos rigorosos. Ainda assim, segundo as famílias, a irregularidade no abastecimento tem sido frequente.O impacto da interrupção é direto no desenvolvimento das crianças. Uma das pacientes citadas, em acompanhamento há três anos, saiu de 1,03 m para 1,29 m com o tratamento contínuo. Antes da medicação, crescia cerca de 3 centímetros por ano, abaixo do esperado. “Existe uma janela de tempo. Se parar, o que não cresceu, não recupera depois”, afirma a responsável.Especialistas apontam que o tratamento é acompanhado por avaliação da idade óssea, o que limita o período de uso. A interrupção, portanto, pode comprometer resultados definitivos. Além da estatura, a ausência do hormônio pode gerar impactos metabólicos e de desenvolvimento a longo prazo.

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