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Endividamento dos mais pobres é causado por necessidade, não por consumo, aponta pesquisa

Uma pesquisa da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, encomendada pelo BTG Pactual, revela que o endividamento entre brasileiros de baixa renda está ligado principalmente a despesas essenciais, como saúde, desemprego e contas básicas,  não ao consumo supérfluo.O levantamento mostra que os gastos do dia a dia são o principal fator de endividamento no país, citados por metade dos entrevistados. Entre quem recebe até um salário mínimo, 41% apontam despesas com saúde como causa das dívidas, acima da média geral, de 32%. Esse impacto diminui conforme a renda aumenta, chegando a 19% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos.A perda de renda também pesa mais na base da pirâmide. Entre os mais pobres, 22% afirmam que o desemprego próprio ou de familiares contribuiu para o endividamento, percentual superior à média nacional, de 13%.Já nas faixas de renda mais altas, o perfil das dívidas muda. Embora os gastos cotidianos ainda liderem, o consumo financiado, como compras parceladas e crédito, ganha mais relevância, sendo citado por 35% dos entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos.Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o problema está na natureza das despesas. “O brasileiro de menor renda se endivida por custos inevitáveis, muitas vezes recorrentes, o que dificulta a quitação e faz a dívida crescer ao longo do tempo”, afirmou.Os dados foram coletados com 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril e surgem em um cenário de pressão crescente sobre o orçamento das famílias. De acordo com o Banco Central do Brasil, o endividamento atingiu 49,9% da renda em fevereiro, igualando o maior nível da série histórica, enquanto o comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,7%.

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