O novo ministro do Empreendedorismo, Tadeu Alencar (PSB-PE), votou a favor e é apontado como um dos articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff quando deputado federal, em 2016. A nomeação, na última sexta-feira (2), rendeu dor de cabeça dentro do PSB e críticas em alas do PT. Há pedidos dentro da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele seja exonerado.
Tadeu era secretário-executivo da pasta durante a chefia de Márcio França (PSB-SP). Segundo relatos ouvidos pela CNN, ao fazer a nomeação o governo não ouviu o presidente da legenda, João Campos, que tinha outro nome para a vaga e teria acionado a articulação política do Palácio.
O filho do novo ministro é casado com a irmã de João Campos. O presidente do PSB, no entanto, indicava preferência pelo atual secretário nacional do consumidor, Paulo Pereira, para a função. O partido chegou a parabenizar Tadeu pela posse, mas apagou a postagem depois.
A leitura entre parte dos governistas é de que Tadeu foi uma solução automática, em uma movimentação mais ampla em que vários secretários executivos assumiram a chefia das pastas com as saídas dos titulares por causa da desincompatibilização eleitoral. Entre a velha guarda do PT, no entanto, a nomeação está sendo alvo de críticas.






