O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebe nesta quarta-feira, em Moscou, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em um momento delicado para a ilha caribenha. A visita ocorre enquanto Cuba enfrenta agravamento da crise energética, que já provoca impactos visíveis no cotidiano, como o acúmulo de lixo nas ruas de Havana devido à escassez de combustível para caminhões de coleta.
Segundo relatos da imprensa local, menos da metade da frota de coleta conseguiu operar neste mês, o que tem levado moradores a conviver com montes de resíduos espalhados pelas vias públicas. A crise se intensificou após a redução no fornecimento de petróleo venezuelano e o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump sustenta que o bloqueio energético é uma forma de pressionar Havana, que mantém relações próximas com Rússia, China e Irã. Já Moscou reafirmou oposição às sanções e sinalizou apoio à ilha. Antes do encontro com Putin, Rodríguez reuniu-se com o chanceler russo, Serguei Lavrov, que criticou duramente Washington e declarou solidariedade a Cuba.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a Rússia tem reforçado alianças históricas da era soviética, incluindo laços com Havana. Cuba, por sua vez, não condenou a ofensiva russa e mantém cooperação diplomática com o Kremlin.
Enquanto isso, a situação interna cubana se agrava. O país enfrenta apagões frequentes, escassez de alimentos e medicamentos e retração econômica considerada uma das mais severas desde a Revolução de 1959. Especialistas avaliam que, apesar das manifestações de apoio de aliados como México, Chile e Espanha, a ajuda internacional ainda é insuficiente para conter o risco de colapso econômico na ilha.
Putin recebe chanceler de Cuba em meio a crise energética e acúmulo de lixo em Havana






